Blog & Insights
Conhecimento SAP aplicado — da teoria à prática no dia a dia das empresas
Pensamento ENARSYS sobre o Ecossistema SAP
O mercado SAP muda rápido — novas releases do S/4HANA, mudanças na legislação tributária brasileira, evolução do BTP e Datasphere, pressão por modernização de legados. Neste espaço, compartilhamos análises, guias práticos e perspectivas construídas em mais de 20 anos de projetos reais.
Sem marketing. Sem fórmulas genéricas. Conteúdo técnico e estratégico para quem toma decisões SAP.
5 Sinais que seus Dados Mestres SAP Precisam de Atenção Urgente
Dados mestres de baixa qualidade no SAP são como uma doença silenciosa — os sintomas aparecem distribuídos por toda a operação, raramente apontam diretamente para a causa raiz, e quando o problema se torna urgente, o custo de correção já é alto. A boa notícia: existem sinais claros que você pode identificar hoje.
1. Seu time fiscal passa mais de 20% do tempo corrigindo NF-es rejeitadas
Rejeições de NF-e por inconsistências de CNPJ, endereço fiscal ou dados de produto geralmente têm origem em cadastros incorretos ou desatualizados no SAP. Se o problema é recorrente, a solução não é corrigir NF por NF — é corrigir o cadastro na raiz com um processo de governança.
2. Você tem clientes ou fornecedores “duplicados” no sistema
O sinal mais claro de ausência de MDG: o mesmo cliente com 3 cadastros diferentes (variações do nome, CNPJ com ou sem formatação, filiais tratadas como empresas separadas). Resultado: relatórios de vendas incorretos, limite de crédito dividido entre os cadastros, análises de carteira distorcidas. Pesquisas do setor indicam que entre 15% e 30% dos registros em sistemas SAP sem MDG são duplicatas.
3. Migrações e integrações falham por incompatibilidade de dados
Tentou migrar para S/4HANA e o projeto parou na fase de dados? Tentou integrar SAP com um novo sistema de e-commerce ou logística e os dados não “encaixavam”? Dados mestres mal estruturados são a principal causa de travamento em projetos de transformação SAP.
4. Relatórios gerenciais requerem tratamento manual em Excel
Se o time de controladoria ou operações precisa exportar dados do SAP para Excel e fazer ajustes manuais antes de apresentar para a diretoria, há algo errado nos dados de origem. Campos vazios, inconsistências de unidade de medida, códigos de centro de lucro incorretos — tudo isso aparece como “planilha manual”.
5. Novos usuários levam meses para entender “as regras não escritas” do cadastro
Se existe uma cultura de “perguntar para o João antes de cadastrar um material novo”, você tem um problema de governança. Regras de cadastro implícitas, sem documentação e sem workflow de aprovação, geram inconsistências a cada novo funcionário ou mudança na equipe.
O que fazer? O primeiro passo é sempre um assessment de qualidade de dados — sem isso, qualquer iniciativa de limpeza ataca os sintomas, não a causa. Fale com um especialista MDGaaS para um diagnóstico sem compromisso.
Reforma Tributária 2026: O que sua Empresa SAP Precisa Fazer Agora
Se você ainda está “esperando as regulamentações se estabilizarem” para iniciar a adequação do SAP à Reforma Tributária, este artigo é para você. A janela para uma adequação tranquila está se fechando — e o custo de começar tarde é muito maior do que parece.
O que já é obrigatório em 2026
A partir de 01/01/2026, o período de transição começa oficialmente. Dois modelos tributários vão coexistir — o atual (PIS/COFINS/ICMS/ISS) e o novo (CBS/IBS). Isso significa que seus sistemas SAP precisarão ser capazes de apurar impostos sob as duas lógicas simultaneamente durante a transição.
Para empresas com SAP, isso implica: novos tax codes, nova lógica de cálculo de preço líquido, mudanças em campos da NF-e (versão 4.0 já preparada), e novos processos de escrituração para o SPED.
O que o Split Payment muda no seu SAP
O Split Payment é talvez a mudança mais impactante para o fluxo de caixa. No novo modelo, o valor do imposto é retido na fonte da transação financeira e vai direto ao governo, sem passar pelo seu caixa. Para empresas com SAP, isso muda o fluxo de contas a receber, a conciliação bancária e a escrituração fiscal. Sua configuração atual de FI/CO não está preparada para isso.
Por onde começar?
O caminho correto começa com um assessment de impacto no seu SAP específico — não existe uma resposta genérica, pois o impacto varia muito conforme setor, produtos/serviços, estados de operação e configuração atual do sistema. O TAXBRA ENARSYS inclui exatamente esse assessment como primeiro passo. Saiba mais sobre o TAXBRA.
COBOL em 2025: Por que o Legado ainda é Crítico e como Modernizar com Segurança
Toda vez que alguém declara a “morte do COBOL”, os números respondem. Estimativas do setor apontam que mais de 800 bilhões de transações financeiras ainda são processadas por sistemas COBOL todos os dias. Mais do que nunca em 2025, entender como modernizar legados COBOL com segurança é uma questão estratégica — não apenas técnica.
Por que as empresas ainda dependem do COBOL
COBOL sobreviveu porque funciona. Sistemas desenvolvidos nos anos 70 e 80 rodaram décadas sem falha, processando volumes que sistemas modernos frequentemente não conseguem igualar sem investimento substancial. O problema não é o COBOL em si — é a falta de documentação, a escassez de especialistas e a dificuldade de integrar esses sistemas com tecnologias modernas como SAP S/4HANA e cloud.
O risco real: não é o código, é o conhecimento
O maior risco em sistemas COBOL legados não é uma linha de código obscura — é o conhecimento que existe apenas na cabeça de 2 ou 3 pessoas que vão se aposentar nos próximos 5 anos. Regras de negócio críticas codificadas sem documentação, lógicas de cálculo sem equivalente funcional, dependências implícitas entre programas. Quando essas pessoas saem, o conhecimento vai com elas.
A abordagem certa: documentar antes de transformar
O erro mais comum em projetos de modernização COBOL é começar pela reescrita antes de entender completamente o que o código faz. Projetos que saltam direto para “converter COBOL para Java/SAP/cloud” sem uma fase robusta de análise e documentação frequentemente descobrem, a meio caminho, regras de negócio críticas que foram ignoradas — e precisam refazer tudo.
A plataforma ENARSYS de COBOL Modernization foi projetada exatamente para inverter essa ordem: primeiro entender profundamente (análise semântica, documentação automática, revisão humana), depois transformar. Saiba mais sobre nossa plataforma.
Small vs. Large SAP Projects: Qual Modelo de Contratação Faz Sentido para sua Empresa?
Uma das decisões mais custosas no mundo SAP é contratar um modelo de consultoria inadequado para a natureza da demanda. Empresas gastam milhões em contratos de sustentação genérica que não entregam agilidade, ou tentam resolver projetos complexos com um modelo de “demandas avulsas” sem governança adequada. Como escolher certo?
Quando faz sentido um contrato de grande consultoria
Grandes consultorias (Accenture, Deloitte, IBM) fazem sentido para implementações greenfield do S/4HANA, transformações de processos em múltiplos módulos com impacto organizacional profundo e projetos com forte componente de change management. O overhead de gestão e custo é justificado pelo escopo e pelo risco.
Quando um modelo ágil (Small Projects) é a resposta certa
A maioria das demandas SAP do dia a dia não se encaixa no perfil acima. São requests pontuais: um novo relatório, uma correção de lógica de preço, uma integração com sistema de terceiros, um ajuste em workflow. Para essas demandas, contratar uma grande consultoria é como chamar uma ambulância para curar uma dor de cabeça — caro, lento e desnecessário.
O modelo Small Projects ENARSYS foi criado especificamente para esse gap: time sênior, contratação simples, entrega rápida, documentação incluída. Sem a burocracia de um contrato de grande consultoria, sem a insegurança de um freelancer sem estrutura.
O modelo híbrido que funciona
A estratégia que vemos funcionar melhor: uma grande consultoria (ou time interno) para a transformação estratégica e o backbone do sistema, e um parceiro ágil como a ENARSYS para o fluxo contínuo de demandas e melhorias. Os dois modelos são complementares — e essa combinação é significativamente mais eficiente do que um único contrato tentando fazer tudo.
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